No dia 05, desse mês de março, os trabalhadores que compuseram a primeira comissão, João, eu, Alexandro Marinho e Eraldo, a pedido do Próprio Almirante Mário, iremos nos reunir novamente com ele.

 Há um Patrimônio da Estatal que precisa de investimento.

   Embora o Almirante Mário nada tenha a ver com nossa situação diretamente, o Almirante quis entender, pela nossa própria visão, o motivo pelo qual nós protestávamos na nossa hora de Almoço no AMRJ. O Almirante Mário nos contatou, através do Serviço de Inteligência (uma vez que os ATOS de Protestos Silenciosos no AMRJ estavam sendo convocados pelo Blog), e nos convidou a falar com ele sobre o que motivava os ATOS; ouvindo a motivação e o que propusemos, ele se comprometeu conosco ser o mediador e levar nossa situação de desespero vivido por nós, e que se agrava exponencialmente em nossas casas, à Administração da Estatal.

   A convocação daquela primeira reunião (leiam-na), por parte do Almirante Mário, foi um ato que merece todo meu respeito por ter sido um Ato Administrativo em que um Administrador de um Estaleiro quis ouvir a razão e buscar solução para o motivo que levava um Pequeno Número de Trabalhadores a Protestar e, acima de tudo, explicar a nós a situação em que vive o AMRJ e suas dificuldades para quitar, todos mês, a fatura de mais de 5 milhões com a mão de obra fornecida pela Estatal.

   Tendo isso sido exposto, entendemos que em nada adiantaria sermos intolerantes naquela mesa de negociação exigindo algo que estava além da nossa capacidade de negociar, uma vez que nem de longe o Almirante Mário se encontrava contra a parede, intimidado pelo pequeno Ato de Protestos iniciado, ou na condição de refém pela situação gerada pelo pequeno número de protestantes que aderiram ao movimento de protestos silenciosos na Escadaria do Ponto de Ônibus dos Trabalhadores da Sede, como pensam alguns Trabalhadores. O fato é: ele buscava, como Administrador, ser o mais diplomático possível, pois reconheceu a razão exposta pelos quatro homens sentados à mesa com ele que o Baixo Sálario recebido pelos Trabalhadores tem sido o pivô dos Atos de Protestos; ele conveio conosco que com o salário líquido recebido por nós não dá para manter uma família, por menor que fosse essa família.

   Entendemos que tínhamos que pensar em nossas situações, dívidas normais como conta de luz, telefone, alimentação de nossas famílias e não invocar as questões sindicais a serem resolvidas, a longo prazo, pela Justiça… Em suma, ali, tínhamos a certeza absoluta que era hora de demonstrar, cabalmente, a ele a nossa necessidade imediata e o caos que o baixo salário líquido que recebemos tem causado na vida social e familiar dos Trabalhadores da Estatal e os problemas de ordem psicológica que têm gerado nos trabalhadores no ambiente de trabalho. Isso, para que ele entendesse o motivo que nos levava a protestar.

   Propomos ao Almirante Mário que ele levasse até a Administração da Estatal que a situação em que nós vivemos é de desespero total devido ao salário líquido que recebemos da Estatal. Pedimos a ele que levasse até a Administração da Estatal que, se nada for feito de imediato, a situação alimentícia dos familiares dos Trabalhadores se agravará ficando em um nível insuportável, pois o que sobra em nossos salários, após os descontos em folha, não ultrapassa os R$ 800,00 (em alguns níveis, como o F1, salário base da Estatal para os concursados para nível fundamental é R$ 952,00, brutos), o salário líquido não chega a R$ 700,00.

   Companheiros, a despeito do que alguns pensam, a Posição do Almirante Mário naquela reunião não era a de um homem refém da situação, mas a de um Administrador que queria fazer com que nós entendêssemos a situação pela ótica administrativa vivida pelo AMRJ, mas, também, ele queria ouvir o que tínhamos a propor a ele. Ouvindo nossa proposta para atenuar a situação gerada pela baixa remuneração, ele se comprometeu a buscar meios, junto a Administração da Estatal, para resolver a situação.

   Concordem ou discordem do que escrevo aqui, mas esse Blog é o canal pelo qual nos comunicamos, é um meio de comunicação e de articulação nosso. A maioria dos Trabalhadores não teria feedback das reuniões com o Almirante Mário sem esse instrumento, por isso, peço que entendam, tenho responsabilidades aqui; é meu dever analisar a situação vivida por nós, denunciá-la e expor meu ponto de vista sobre o que entendo ser certo ou errado (ainda que pague preço alto por isso).

   A minha posição é que, mesmo que a Resposta vinda da Estatal seja negativa, os Atos de Protestos dentro do AMRJ não devem ser retomados.

   Somos homens e mulheres livres e maduros. Sabemos que a única forma de falarmos com o Governo sobre nossa situação salarial ou é usando a força da massa de trabalhadores nas Ruas (que não é o nosso forte) ou, no nosso caso, devemos ir nos articulando por meios eficazes que façam nossas vozes chegarem até aos ouvidos dos que precisam nos ouvir e estão, nesse momento, decidindo nossa situação (cito, como exemplos, os Procuradores do MPT que investigam as denúncias feitas por trabalhadores contra as Demissões em Massa pela Estatal, o não cumprimento do Piso Salarial da CCT/SINAVAL, as diferenças de remunerações entre trabalhadores que exercem as mesmas funções, dentre outras denúncias; a Turma de Desembargadores, tendo como Relatora a Desembargadora Sayonara Grillo (TRT Rio) que está julgando a Ação Rescisória que visa anular a o Direito do Sindimetal Rio de ser nosso Representante, em consequência, anular direitos Trabalhistas Metalúrgicos ganhados com essa Representatividade).

Relação de Empregados pedido pela Procuradora do Trabalho
 SABELLA GAMEIRO DA SILVA TERZI (documento confidencial).

   Quando digo que temos que lutar para que nossa situação se resolva, vislumbro o Poder dessa Estatal e a Força Governamental com que ela se mantém.
   No documento acima, vi o interesse para que a coisa se perpetue da mesma forma que está. A força usada para que a ordem natural das coisa não se inverta… Tudo isso quando vejo documentos, em cujo título está escrito “confidencial”, entregues ao Ministério Público do Trabalho, em 03/02/2015. Ali, vi Profissionais que, ou por motivo de doença ou aposentadoria, estão afastados ou aposentados, a época, com salários de R$ 610,00, sendo ele um Pintor, afastado por doença; outro caso, R$ 890,00, sendo um Oficial Industrial/Mecânico, aposentado por invalidez (esses são apenas dois exemplos), digo a vocês que algo tem que ser feito.

   Não será pela força, isso é fato, mas precisamos ir até Brasília: Sim, vocês podem se calar, se omitir, é um direito de cada um de vocês. Mas, penso, nós podemos, juntos, fazer algo para mudar isso. Embora eu não compartilhe mais da velha ideia de se chamar atenção parando trânsito e causando o caos urbano, quando temos 1700 votos, diretos, a serem depositados nas urnas a favor de alguém que nos apoie. Sim, podemos ajudar a eleger um político nosso. 

  Discordo, terminantemente, de usarmos novamente os meios que já usamos para ir até Brasília pela via politica, pois eles falharam vergonhosamente em nos proteger. Falharam naquilo que considero o mais sagrado: “salários dignos”. 

   Devemos buscar outros caminhos que abram as portas do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão/MPOG.

   Algo tem que ser feito, se não forem os Trabalhadores, não será mais ninguém.

   Nesse documento, em poder do Ministério Público do Trabalho, está a relação de Todos os Trabalhadores ativos e afastados por invalidez ou doença. Nele se vislumbra a justiça salarial quando um Assistente em Administração contratado em 1988 tem sua remuneração em R$ 4.625,00 e a injustiça quando há um Oficial Industrial/Eletricista contratado em 2007 que tem sua remuneração em R$ 1.077,00, quando o piso salarial de sua Convenção diz R$ 2.353,03.

   Sim, nós podemos nos calar, é um direito de cada um. Mas nós podemos fazer algo para mudar isso.

   Somos tem 1700 votos, em potencial, a serem depositados nas urnas a favor de alguém que nos apoie. O Voto é uma arma poderosa apontada para um político e podemos usá-la a nosso favor, sem que precisemos “bater de frente” com o Almirantado que Administra a Estatal.

   Somente usando a força de 1700 eleitores que se comprometam a votar em um Politico que leve essa injusta situação salarial até Brasília e convoque o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para resolver a situação.

   Podemos apoiar um Político que não use demagogia conosco, mas que realmente fale do Plenário à Câmara, ao Senado Federal. São votos, os Trabalhadores. Somos 1700 votos, isso sem contar os Votos de nossas respectivas famílias e amigos. Podemos oferecer essa força de apoio nas urnas ao contatarmos um politico e pedir que ele nos apoie levando nossa situação ao Plenário para Votação, ao Senado, ao Ministro do DEST/MPOG. Podemos apoiá-lo nas urnas, se ele se demonstrar lutando por solução à nossa situação.

   Não se trata de utopia, isso é possível, é um ATO que só é preciso, novamente, de UNIÃO dos Trabalhadores no propósito proposto.

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