Entre 15 a 20 trabalhadores foram demitidos, na FAJ, Fábrica Almirante Jurandir Muller de Campo. As demissões ocorreram por volta das 15h.

  A Procuradora do Trabalho Luciene Rezende Vasconcelos, concedeu-me mais 7 dias de acesso ao Procedimento Investigatório do MPT contra ela (Estatal). Segue abaixo alguns print explicativos:

No dia 09 de Fevereiro, a Procuradora pediu isso à Administração da Estatal…

No dia 12 de Março, a Administração pediu isso à Procuradora do Trabalho…
No dia 16 de Março, a Procuradora concedeu isso à Administração da Estatal.

  Não sei quanto tempo a Estatal levará para ver os Autos… Mas, seja qual for o tempo, esse tempo que a Estatal ganhará, nesse pedido de vista aos Autos Investigatórios, é o  mesmo que ouro para ela. Só que, nós, os Trabalhadores e as famílias dos Trabalhadores, perdem com esse tempo ganho pela Estatal, e perdem muito, pois, para os Trabalhadores, o tempo que a Estatal ganha é sinônimo de desespero, uma vez que os Salários pagos aos Trabalhadores da Estatal estão abaixo dos salários pagos no mercado.

   O total descumprimento do Piso minimo e das Garantias mínimas presentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dessa categoria profissional empurra os Trabalhadores e suas famílias para o limbo, para o vácuo. Todos os Trabalhadores (exceto os cargos comissionados e função de confiança) são empurrados para a miséria, a cada mês que se passa. A cada mês, pior vai ficando a situação dos Trabalhadores dentro da Estatal.


   Ressalto que a informação que o Blog tem e é a que confio, pois foi confirmada por trabalhadores na FAJ: “Realmente houve as demissões de Empregados da Estatal na FAJ, a Fábrica de Munição da Marinha do Brasil, em Campo Grande-RJ, sexta-feira, dia 13/3/15”.

   Não sou nada, comparado aos Grandes e Poderosos. Sou apenas um “zé do povo”, apenas um trabalhador indignado por todo dia levantar de madrugada para trabalhar e ver, ano após ano, uma Estatal do Governo Federal fugindo, vergonhosamente, de suas obrigações trabalhistas, pois, desde 2007 a Estatal não aplica um Plano de Cargos e Salários (PCS),  e, desde que o processo transitou em julgado, no TST, a Estatal está, confortavelmente, sem cumprir o piso salarial da categoria em área naval aos seus trabalhadores (o último Acordo Coletivo de Trabalho foi em 2011). Com isso, os baixos salários, a Estatal empurrar os trabalhadores para uma situação desesperadora. 

  “Se o STF diz que deve haver motivação em suas demissões em respeito à CF/88, art. 37, caput, quem são os Administradores de Empresas do Governo Federal, Estadual e Municipal para agirem contra o entendimento dos Ministros daquela Casa?”

   As demissões, pelo que me informaram, atingiram tanto a trabalhadores de nível fundamental e nível médio quanto a engenheiro (nível superior).

   Essa informação foi confirmada por contatos do Blog. Eu prefiro confiar neles, até que se prove serem mentiras o que afirmam.

   Digo: “esse Blog não joga conversa fora”, não busco reconhecimento de ninguém, não peço nada a ninguém para escrever aqui, não sou cipeiro e não pretendo sê-lo, apenas me injurio contra a injustiça e a covardia, essa última, seja da parte da Estatal ou da dos Trabalhadores dessa Estatal.

   O único lamento desse Trabalhador que lhes escreve é os Trabalhadores não terem coragem de lutar por seus direitos.

   São 1500 homens e mulheres, concursados, pelo menos 915 deles trabalham dentro de uma Ilha da Marinha, o Arsenal da Marinha-RJ (AMRJ), mas recebem baixíssimo salários. Isso comprovado por documentos com nomes, cargos e salários enviados ao Ministério Público do Trabalho, a pedido do mesmo.

   Não importa o nível de escolaridade exigido no Concurso Público, os Salários oferecidos aos concursados são baixos e eles não se reconhecem no direito de exigir esse direito a salários justos, não reagem, e isso me indigna. Temos tantos direitos e pedimos tão pouco desses direitos à Administração da Estatal Federal Emgepron e ainda assim não somos atendidos: Pedimos apenas que nos pague salários justos compatíveis ao serviço prestado em área naval.

   Minha visão era a de que os Trabalhadores deveriam lutar pelos seus direitos de receberem salários justos hoje. Deveriam reivindicar  esse direito reconhecido pela própria Estatal junto ao Ministério Público do Trabalho; deveriam lutar hoje e deixar o direito subjetivo da individualidade de cada um para amanhã nas mãos dos Juízes, Desembargadores e Ministros dos Trabalho e não esperar que a Estatal, depois de 3 ou 4 anos, tire seus “coelhos da cartola”, quando não lha restar nenhum outro recurso, embargos ou forma de protelar diante da justiça.

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11 comentários sobre “Entre 15 a 20 trabalhadores foram demitidos, na FAJ, Fábrica Almirante Jurandir Muller de Campo. As demissões ocorreram por volta das 15h.

  1. Digo ás pessoas que procuram confundir as mentes dos trabalhadores: Não espalhem mentiras sobre esses trabalhadores dizendo que foram eles que pediram para ser demitidos, que eram “bola da vez”. Conversem com trabalhadores de lá, se informem. Esses trabalhadores foram pegos de surpresa com essas demissões.

    Aos trabalhadores da FAJ, continuem ajudando o Blog. Se houver qualquer ação prejudicial, escrevam aqui sobre quaisquer ações e vou anexar os comentários feitos por vocês sobre esses ATOS praticados aí à petição de intervenção, junto ao Ministério Público do Trabalho. Esse Órgão já vem investigando as demissões injustificadas feitas pela Estatal e outras denúncias.

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  2. Alguns trabalhadores mais próximos sabem que falta apenas um fator para que esse Blog seja encerrado definitivamente. Sou um homem de palavra mas, até esse fator vir acontecer, o Blog continuará aberto.

    O que aconteceu na FAJ com esses trabalhadores e foi noticiado aqui não têm nada a ver com o objetivo principal do Blog: “o objetivo desse Blog não é ser meio de comunicação, de informação ou de crítica supérflua sobre o tema injustiça”, objetivei um meio de chamar os trabalhadores à responsabilidade tornando pública a injustiça, sonhei que um dia vocês viriam à rua protestar contra os baixos salários e outros direitos não cumpridos, então iniciei esse trabalho. O Blog falhou nos pontos mencionados anteriormente.

    Se os trabalhadores não reagem, para que eu denunciar aqui, no MPT, no TCU e a políticos sérios a agressão que sofremos?

    Se o que espero acontecer vier a acontecer, não haverá motivo para continuar essa luta por aqui. De que adianta ter 2000 acessos diários de visitas ao Blog, se menos de 70 homens têm disposição de lutar para modificar o cenário de má remuneração em que se vive na Estatal? Ter altos números vde leitores no Blog não me interessa, se esse número não entende a mensagem dele. Número de leitores… Esse não é o objetivo desse Blog. Não pretendi ter números de curiosos, mas de homens e mulheres que viessem a somar comigo, João, Alexandro Marinho, Eraldo, Nilo Sérgio, (…), nessa luta. Não tenho nenhum prazer em escrever aqui, o que me move aqui é a indignação.

    As duas últimas postagens denuciam aquilo que considero errado, pois se o STF diz algo, no mínimo, as Administrações das Estatais deveriam respeitar o entendimento do Supremo.

    Essas postagens não incentivam os trabalhadores a somar com os poucos trabalhadores que lutam por justiça, muito pelo contrário, faz uma crítica à passividade e ao medo sentido pelos trabalhadores, medo que os anestesia e os submete a injusta remuneração.

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